O ensino de física no Brasil e seu papel na Sociedade Brasileira de Física

Autores/as

DOI:

10.59727/fne.v23iEspecial.287

Palabras clave:

ensino de física, educação básica, formação de professores, sociedade científica

Resumen

Em 2025, a revista A Física na Escola completou 25 anos, e seus editores pediram contribuições para a celebração. Aceitamos o convite por sermos membros da Comissão de Assuntos de Ensino: respectivamente, o Secretário de Assuntos de Ensino da Sociedade Brasileira de Física (SBF) e os representantes das regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul. Hoje, a SBF talvez seja a única sociedade científica no Brasil na qual pessoas que trabalham na educação básica são sócias ativas - pessoas que, por exemplo, escrevem neste periódico, ocupam cargos na diretoria ou colaboram na organização dos simpósios nacionais de ensino de física. Foi ao assumirmos nossas funções na SBF que tomamos consciência tanto dessa peculiaridade quanto de seus limites e possibilidades. Nossa intenção com este texto é apresentar essa entidade de maneira a promover maior diálogo entre as pessoas que se dedicam à física e, por isso, procuram dar destaque a ela na educação básica e no ensino superior em nosso país.

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Biografía del autor/a

Arnaldo de Moura Vaz, Colégio Técnico, UFMG, Belo Horizonte, Minas Gerais

Tem graduação em Física e Mestrado em Ensino pela Universidade de São Paulo. É doutor em Educação pela Univ. Surrey (Inglaterra) e fez estágio sênior no Depto Física, Univ. Maryland (EUA). Docente de ensino superior da Universidade Federal de Minas Gerais, dá aulas no Colégio Técnico e é membro permanente do Programa de Pós-Graduação: Conhecimento e Inclusão Social em Educação da Fac. Educação. Faz pesquisa sobre aprendizagens colaborativas e desenvolvimento do pensar e do pensamento científico dos alunos. Foi o primeiro editor do jornal Ciência & Ensino (Unicamp) e da revista Ensaio: Pesquisa em Educação em Ciências (UFMG). Em 2019, foi eleito membro da Comissão de Área de Pesquisa em Ensino da SBF e a coordenou por três anos. Suas atividades de divulgação da pesquisa em ensino têm como base o entendimento que atividades de ensino orientadas pela pesquisa contrariam algumas concepções de ensino, assim como a Física contraria o senso comum.

Carolina Pereira Aranha, Universidade Federal do Maranhão, São Luís, MA, Brasil.

Mulher negra (parda), maranhense, física, divulgadora científica, licenciada em Física pela UEMA, mestre em Física pela UFMA, e doutora em Educação em Ciências e Matemática pela REAMEC (2023). Enquanto professora Adjunta da UFMA, atuou na Licenciatura em Educação do Campo por oito anos (2015 a 2023), dentre os quais desenvolveu projetos junto à Comunidades Quilombolas do Estado, à UAEFAMA e Escolas Famílias Agrícolas associadas. Atualmente, faz parte da Coordenação do Curso de Engenharia de Transportes da UFMA é Docente Permanente do Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática (PPECEM) da UFMA desde 2023. Participa do Grupo de Estudos e Pesquisas Sobre Tecnologias Digitais na Educação (GEP-TDE) e do Grupo de Pesquisa História, Filosofia e Educação Matemática (HIFEM). É líder do Grupo de Pesquisa em Ensino de Ciências (Gpec). Coordenou o Laboratório de Ensino de Ciências (LEC) do Centro de Ciências de Bacabal (CCBa) da UFMA, de 2018 a 2020. Coordenou a criação do Espaço Ciência Maria Laura Lopes (ECMLL) do Centro de Ciências de Bacabal (CCBa), inaugurado em 2022 (https://portalpadrao.ufma.br/site/noticias/ufma-inaugura-em-bacabal-espaco-que-incentiva-producao-cientifica-no-medio-mearim). Atua na vice-coordenação do Laboratório de Pesquisa em Digital para Ciências (PEDIC). É representante do Nordeste na Comissão de Ensino da Sociedade Brasileira de Física (SBF) e coordena o projeto Meninas Oyá e o Espaço Ciência Maria Firmina dos Reis. Trabalha com Divulgação Científica e Formação Docente em Ciências e Matemática com Tecnologias Digitais.

Graciella Watanabe, Universidade Federal do ABC, Santo André, SP, Brasil.

Doutora em Ciências (Ensino de Física) pela Universidade de São Paulo, mestre em Ensino de Ciências (Ensino de Física) e licenciada em Física pela mesma instituição. Mestre em Tecnologias Digitais em Educação pela Universidade de Lisboa. Iniciou sua carreira como professora adjunta na Faculdade de Educação da Universidade de Brasília e atualmente é docente da Fundação Universidade Federal do ABC no Centro de Ciências Naturais e Humanas. Atua como orientadora no Programa de Pós-Graduação em Ensino e História das Ciências e Matemática na UFABC. Representante Sudeste da Comissão de Ensino da Sociedade Brasileira de Física (2004-2025). Coordena o grupo de pesquisa DECiDe - Desigualdade Educacional, Ciência e Democracia, onde estuda os temas: ensino de ciências e os impactos das desigualdades sociais e educacionais; sociologia da ciência e o ensino; governos totalitários e o impacto no campo científico.

Inés Prieto Schmidt Sauerwein, Departamento de Física, Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, Rio Grande do Sul

Possui graduação em Licenciatura Plena em Física pela Universidade de São Paulo (1989), mestrado em Ensino de Ciências (Modalidade Física e Química) pela Universidade de São Paulo (1996) e doutorado em Educação Científica e Tecnológica pela Universidade Federal de Santa Catarina (2008). É professora associada da Universidade Federal de Santa Maria, trabalhando com diversas disciplinas do Curso de Licenciatura Plena em Física desde 1997. Tem experiência na área de Física, com ênfase em Formação de Professores, atuando principalmente nos seguintes temas: formação de professores, ensino de física, ensino de ciências, autonomia docente. É professora do Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências - Química da Vida e Saúde da Forma Associativa formada pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA - Campus Uruguaiana) orientando projetos de mestrado e doutorado voltados para os três níveis de ensino.

Sebastião Rodrigues-Moura, Departamento de Ensino, Instituto Federal do Pará, Ananindeua, Pará.

Doutor em Educação em Ciências (REAMEC-UFMT/UFPA/UEA). Mestre em Docência em Educação em Ciências (UFPA). Especialista em Docência Universitária com ênfase em Educação (UEPA). Licenciado em Pedagogia (UNAMA) e em Ciências Naturais - Física (UEPA). Professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA). Tem experiência em Educação em Ciências, atuando nos seguintes temas: Ensino de Física, Educação CTS, Alfabetização Científica e Tecnológica, Fundamentos e Metodologias para o Ensino de Ciências, Pesquisa Narrativa, Análise Textual Discursiva e Formação de Professores.

Citas

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Sociedade Brasileira de Física, Estudantes precisam sim ser desafiados. Boletim SBF 38 (2024). Disponível em https://www.sbfisica.org.br/v1/sbf/estudantes-precisam-sim-ser-desafiados-afirma-secretario-para-assuntos-de-ensino-da-sbf/, acessado em 3 de junho de 2025.

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Publicado

2025-07-22

Cómo citar

VAZ, Arnaldo de Moura; ARANHA, Carolina Pereira; WATANABE, Graciella; SAUERWEIN, Inés Prieto Schmidt; RODRIGUES-MOURA, Sebastião. O ensino de física no Brasil e seu papel na Sociedade Brasileira de Física. A Física na Escola, [S. l.], v. 23, n. Especial, p. e250287, 2025. DOI: 10.59727/fne.v23iEspecial.287. Disponível em: https://fisicanaescola.org.br/index.php/revista/article/view/287. Acesso em: 23 oct. 2026.

Número

Sección

O Futuro da educação em ciências

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